sexta-feira, 22 de julho de 2011

CORDAS VOCAIS DO AMOR ELÉTRICO DELIRANTE

Mi embriaguei com seu amor,
na esquina da paixão.
parei no horizonte:
Sol poente, lua nascente.
Si toco minha guitarra quando te vejo,
Mi sinto mais perto do céu.
ADRIANO MENDONÇA CARDOSO
DRIXS

BOY RURAL

Já limpei córrego, puxei boi no arado, plantei milho, mandioca, arroz e feijão.
Já fiz guerra de goiaba, de bosta de vaca, de pedra de cal.
Armado de estilingue, grupo de extermínio rural.
Já montei em bezerro, bebi leite de vaca na teta, puxei carro de boi.
Já quebrei a cara, já partiram meu coração.
Já trabalhei em mercadinho, mercearia, locadora e shoping center.
Já vivi na roça e morei na selva de pedra mas
nunca provei nada tão doce quanto os seus lábios.

ADRIANO MENDONÇA CARDOSO
DRIXS




terça-feira, 5 de julho de 2011

MENINO DE 34 ANOS

Rasguei sua foto por amor.
Vovó já dizia: Cabeça quente, só faz bobagem.
Não lhe disse nada mas o meu silêncio me diz.
Diz que movo montanhas para lhe ter.
Diz que transformo a dor em violão.
Diz que minha vida sem você é roda quadrada, é arroz sem tempero,
é piscina sem água.
Diz que somos 1 e ocupamos o mesmo lugar.
Na lógica dos Homens não dá pra explicar tanto amor por você,
parece que meu peito vai estourar.
Mas na lógica dos Anjos nosso amor é divino,
pois quando adormeço ao seu lado amanheço menino.
ADRIANO MENDONÇA CARDOSO
DRIXS



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quinta-feira, 23 de junho de 2011

LINUX LOVE

$ man do seu coração
$ cat seu telefone
$ egrep "seu endereço"
$ help meu Deus
$ at 20:30 encontrar você
$ echo te amo
 ADRIANO MENDONÇA CARDOSO
DRIXS

DEJA VU

Ei, você se lembra de mim?
Bem, acho que não, envelheci.
Minha memória não é mais a mesma.
Volátil.
Estive muito tempo fora, em um lugar cheio de magia.
Acho que você estava lá.
O que você faz?
Vivo, talvez sonhando.
Mas não me lembro de você.

ADRIANO MENDONÇA CARDOSO
DRIXS



segunda-feira, 20 de junho de 2011

JANIS JOPLIN

Minha doce garota, 
sua voz sangra em meus ouvidos e
meu coração sente sua dor.
Minhas lágrimas tem a harmonia de sua voz e
seu olhar, me lembra um blues triste, de beira de estrada.

ADRIANO MENDONÇA CARDOSO
DRIXS

sexta-feira, 17 de junho de 2011

FEBRE

Com pouca fé e muito frio, não consigo me levantar.
O despertador desperta só pra ele. 
Minha fibra, minha vontade partiram e deram lugar a fadiga, ao cansaço.
Sinto que está próximo o fim, e a febre aumenta.
Delírio, declínio.
O corpo treme debaixo de três cobertores.
Sozinho, sem ninguém por perto, tento me alimentar.
Mas meu estômago não aceita, me arrasto para o banheiro.
Sem força, sem fome e com muita dor, espero o efeito dos remédios.
Remédios que não servem para nada,
pois o que sinto é o veneno da doença tomando conta de mim.
Só existe uma saída: esperar.
E quando você me vem na memória,
o coração falha.
ADRIANO MENDONÇA CARDOSO
DRIXS